Abaixo, um trecho do livro AO FAROL, de Virginia Wolf, um gênio da literatura, onde ela reflete sobre o inevitável, ainda que doloroso 'crescimento dos filhos'. É lindo, e triste, e real, e devastador... e vale muito a pena ser lido... Então vamos lá:

"Ah, mas ela não queria que James ficasse nem um dia mias velho, nunca! nem tampouco Cam. Esses dois ela gostaria de conservar para sempre como eles eram, diabinhos de malvadeza, anjos de doçura, jamais vê-los crescidos e transformados em monstros de pernas compridas. Nada compensava a perda. [...] Por que deveriam ir para a escola? Ela teria gostado de sempre ter um bebê. Estava no seu estado mais feliz quando tinha um bebê nos braços. Então as pessoas podiam dizer, se quisessem, que ela era tirânica, dominadora, mandona; ela não se importava. [...] Mas era verdade, Eram agora mais felizes do que jamais seriam no futuro. [...] Vinham pelo corredor numa grande algazarra. Depois, a porta abria-se para de par em par e ali vinham eles, frescos coo rosas, olhos alertas, inteiramente despertos, como se essa entrada na sala de jantar atrás do café da manhã, o que eles faziam a cada dia de suas vidas, fosse um verdadeiro acontecimento para eles, e assim por diante, com uma coisa atrás da outra, o dia inteiro, até ela subir para dar-lhes boa noite e enocontrá-los enrolados em suas pequenas camas, como passarinhos entre cerejas e framboesas, ainda inventando histórias sobre alguma bobagem qualquer... [...] Tinham todos os seus pequenos tesouros... E, assim, ela descia e dizia para o marido: Por que devem eles crescer e perder tudo? Nunca mais serão tão felizes."

E aí, o que acharam? Concordam com Virgínia, pais e mães. Como filho único, e somente filho, não pai, careço dessa percepção e do entendimento; ainda assim, acho linda a reflexão que acredito ser sobre o amor e o apego.... arrebatadores neste caso.

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